No passado dia 29 de Março, deu-se na RTP1, no programa “Prós e Contras”, um debate subordinado ao tema “Quem manda na escola?”. O programa, moderado por Fátima Campos Ferreira, contou com a presença dos professores Nuno Crato e António Gouveia, a jornalista Helena Matos, e, quem sabe como que alguma indirecta para todos os estudantes do país… o presidente do CDS-PP, Paulo Portas. O debate tinha como temáticas principais a discussão acerca da crise da relação entre professor/aluno, a autoridade na escola e o inevitável estatuto do aluno.
O rumo que o debate iria tomar é óbvio desde o início, uma vez que Paulo Portas não iria ao programa realmente para fazer um debate, mas sim para fazer propaganda, propaganda essa que, como se sabe, é contra os alunos, defendendo que estes têm de se submeter à autoridade do professor a todo o custo. Paulo Portas começa o debate, que girou fundamentalmente em volta do estatuto do aluno, com a seguinte frase: “Em casa mandam os pais, na escola mandam os professores”.
A discussão ganha uma nova importância com a entrada em cena dos representantes da DNAEEBS, Luís Encarnação e Pedro Feijó, eleitos numa das reuniões desse órgão, no qual a Associação de Estudantes da Escola Secundária de Miraflores esteve presente. Pedro Feijó foi sem dúvida a voz dos estudantes, ao defender que os estes têm todo o direito em participar na vida e na gestão da escola. Defende que não tem de haver “uma escola para os estudantes” mas sim “uma escola com os estudantes”, e que os alunos devem ser uma parte influente na sua própria educação, acusando o ministério de que o estatuto do aluno é semelhante a um código penal. É de salientar o ar superior com que a moderadora e os convidados se apresentaram, rebaixando e humilhando sucessivamente os alunos. Pedro Feijó responde, furiosamente, dizendo que as pessoas na sala tratam os estudantes como “animaizinhos”, como “ratinhos que apanham choques para se portarem bem”. Critica ainda o sistema de ensino, acusando os professores de “obrigarem os alunos a decorar a matéria, chegar ao exame, cuspi-la, e esquecê-la”.
Pedro Feijó foi o representante ideal dos estudantes de todo o país, provando que tem o perfil necessário para estar à frente da DNAEEBS e um futuro político brilhante à sua frente.
Eis uma prova de como a luta dos estudantes pode ser feita de forma organizada, responsável e informada, e a A.E.E.S.M. subscreve tudo o que foi dito pela parte da DNAEEBS no programa “Prós e Contras”.
Para verem o programa na íntegra, basta carregarem nos links:
Parte 1
Parte 2
A Associação de Estudantes da Escola Secundária de Miraflores
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quarta-feira, 14 de abril de 2010
Manifestação de Estudantes
Caros estudantes da Escola Secundária de Miraflores,
Deram-se no passado dia 24 de Março, dia do estudante, duas manifestações distintas: uma levada a cabo pelo Ensino Básico e Secundário e outra pelo Ensino Superior. A DNAEESBS (Delegação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Básico e Secundário) redigiu uma moção para entregar no Ministério da Educação, moção essa que serviu de mote à manifestação e que exigia:
- Revogação do estatuto do aluno e do seu regime de faltas;
- Implementação imediata de educação sexual em todas as escolas;
- Fim dos exames nacionais;
- Melhoria das condições materiais e humanas das escolas;
- Revogação do Regime de Autonomia e Gestão e aumentar a participação dos estudantes nos órgãos de gestão das escolas;
- Gratuitidade dos manuais escolares e contra os altos custos do ensino;
- Contra a privatização das escolas;
- Pela autonomia das associações e estudantes e o fim dos entraves à liberdade de manifestação e reunião a que os estudantes têm direito.
Estas têm sido as reivindicações da Delegação que tem organizado as manifestações estudantis, incluindo a de dia 4 de Fevereiro, que reuniu cerca de 30000 estudantes de todo o país.
André Martelo, um dos líderes da DNAEEBS, acusa o ministério de repressão dos protestos, pois em várias escolas, alunos foram proibidos de fazer barulho ou impedidos de sair. O ministério nega “qualquer orientação das direcções regionais ou do ministério relativamente às manifestações” e prometeu ter definidas e aprovadas novidades em relação ao Estatuto do Aluno e à Educação Sexual até ao fim do Março.
Queremos, como Associação de Estudantes, justificar a nossa falta de presença nas manifestações.
Estivemos presentes nas várias reuniões do DNAEEBS, e em todas elas, sentimos uma forte desorganização. Somos a favor da luta dos direitos dos alunos, mas de uma forma organizada e correcta, não querendo dar razão aqueles que apelidam os estudantes de “vândalos” e “irresponsáveis”, uma vez que vão para as manifestações simplesmente com o intuito de causar estragos, faltar às aulas, e nem saber bem o que se defende. Queremos provar que os estudantes estão unidos por uma causa, e que saibam defender bem essa causa.
À parte da forte desorganização, discordamos de vários pontos apresentados na moção, como passaremos a explicar:
- A questão da educação sexual é irrelevante neste momento, uma vez que o Ministério da Educação tem tomado várias medidas para a sua implementação nas escolas, e essas medidas demoram algum tempo até tomar efeito. Temos de ser pacientes, e colaborar com o Ministério para termos as aulas de educação sexual o mais rapidamente possível.
- O fim dos exames nacionais é completamente incompreensível, pelo menos no actual sistema de ensino. As diferenças sociais presentes na educação já são grandes, e com o fim dos exames nacionais, essas diferenças iriam ser muito mais acentuadas, uma vez que estes servem para balancear os critérios de avaliação de todos os alunos.
- A exigência de manuais escolares gratuitos é um ponto que mostra pouco conhecimento do actual estado económico do país, e até do Mundo. Toda as pessoas minimamente informadas poderão rapidamente chegar à conclusão que a actual conjuntura económica não permite ao Estado, que gasta cerca de 3300 € por aluno a cada ano, acrescer a essa verba o custo dos manuais escolares. Existem muitos outros problemas para resolver antes de chegar a esse tipo de pormenores.
- O fim da privatização das escolas é visto por nós como um ponto para criar volume nesta moção. Não faz qualquer sentido os estudantes entrarem por questões tão complexas como esta, uma vez que o actual estado degradado do ensino em nada tem a ver como a privatização deste.
Apesar de não se associar a esta moção e respectivas manifestações, a Associação de Estudantes continua a colaborar com a DNAEESB para lutar por uma escola e um ensino melhor em Portugal.
Sem mais nenhum assunto,
A Associação de Estudantes da Escola Secundária de Miraflores
Deram-se no passado dia 24 de Março, dia do estudante, duas manifestações distintas: uma levada a cabo pelo Ensino Básico e Secundário e outra pelo Ensino Superior. A DNAEESBS (Delegação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Básico e Secundário) redigiu uma moção para entregar no Ministério da Educação, moção essa que serviu de mote à manifestação e que exigia:
- Revogação do estatuto do aluno e do seu regime de faltas;
- Implementação imediata de educação sexual em todas as escolas;
- Fim dos exames nacionais;
- Melhoria das condições materiais e humanas das escolas;
- Revogação do Regime de Autonomia e Gestão e aumentar a participação dos estudantes nos órgãos de gestão das escolas;
- Gratuitidade dos manuais escolares e contra os altos custos do ensino;
- Contra a privatização das escolas;
- Pela autonomia das associações e estudantes e o fim dos entraves à liberdade de manifestação e reunião a que os estudantes têm direito.
Estas têm sido as reivindicações da Delegação que tem organizado as manifestações estudantis, incluindo a de dia 4 de Fevereiro, que reuniu cerca de 30000 estudantes de todo o país.
André Martelo, um dos líderes da DNAEEBS, acusa o ministério de repressão dos protestos, pois em várias escolas, alunos foram proibidos de fazer barulho ou impedidos de sair. O ministério nega “qualquer orientação das direcções regionais ou do ministério relativamente às manifestações” e prometeu ter definidas e aprovadas novidades em relação ao Estatuto do Aluno e à Educação Sexual até ao fim do Março.
Queremos, como Associação de Estudantes, justificar a nossa falta de presença nas manifestações.
Estivemos presentes nas várias reuniões do DNAEEBS, e em todas elas, sentimos uma forte desorganização. Somos a favor da luta dos direitos dos alunos, mas de uma forma organizada e correcta, não querendo dar razão aqueles que apelidam os estudantes de “vândalos” e “irresponsáveis”, uma vez que vão para as manifestações simplesmente com o intuito de causar estragos, faltar às aulas, e nem saber bem o que se defende. Queremos provar que os estudantes estão unidos por uma causa, e que saibam defender bem essa causa.
À parte da forte desorganização, discordamos de vários pontos apresentados na moção, como passaremos a explicar:
- A questão da educação sexual é irrelevante neste momento, uma vez que o Ministério da Educação tem tomado várias medidas para a sua implementação nas escolas, e essas medidas demoram algum tempo até tomar efeito. Temos de ser pacientes, e colaborar com o Ministério para termos as aulas de educação sexual o mais rapidamente possível.
- O fim dos exames nacionais é completamente incompreensível, pelo menos no actual sistema de ensino. As diferenças sociais presentes na educação já são grandes, e com o fim dos exames nacionais, essas diferenças iriam ser muito mais acentuadas, uma vez que estes servem para balancear os critérios de avaliação de todos os alunos.
- A exigência de manuais escolares gratuitos é um ponto que mostra pouco conhecimento do actual estado económico do país, e até do Mundo. Toda as pessoas minimamente informadas poderão rapidamente chegar à conclusão que a actual conjuntura económica não permite ao Estado, que gasta cerca de 3300 € por aluno a cada ano, acrescer a essa verba o custo dos manuais escolares. Existem muitos outros problemas para resolver antes de chegar a esse tipo de pormenores.
- O fim da privatização das escolas é visto por nós como um ponto para criar volume nesta moção. Não faz qualquer sentido os estudantes entrarem por questões tão complexas como esta, uma vez que o actual estado degradado do ensino em nada tem a ver como a privatização deste.
Apesar de não se associar a esta moção e respectivas manifestações, a Associação de Estudantes continua a colaborar com a DNAEESB para lutar por uma escola e um ensino melhor em Portugal.
Sem mais nenhum assunto,
A Associação de Estudantes da Escola Secundária de Miraflores
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Concurso de Fotografia
1º Lugar :
Francisco Eira - 10º C2
2º Lugar :
Leonor - 11º A1
3º Lugar :
Luisa Fernandes - 11ºC2
Filipe - 10º C2
Maria Inês Ferreira
Alexandre Mendonça
Mariana Fernandes - 11ºA1
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Torneio de Futebol
A A.E. apresenta este ano um projecto no âmbito do desporto escolar. Miraflores Escola Cup é um torneio aberto a todos os alunos. As inscrições acabam no final desta semana (dia 8 de Janeiro). O sorteio realizar-se-à brevemente. O formato original foi alterado, passando agora a ser Liga, onde todas as equipas se defrontarão, duas vezes.
Inscrevam-se!!
Inscrevam-se!!
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Inauguração do Blog
A Associação de Estudantes anuncia a abertura do blog onde podes ter acesso a notícias e informações acerca de todas as actividades que envolvam a nossa escola. Cumprimos assim uma das nossas promessas da campanha: a Escol@ Online. Queremos que estejas a par de tudo o que se passa nesta grande escola que é a ESM.
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